Memória muscular e células satélites

Indivíduos com histórico de treinamento de força, que suspendem seus treinos,  tende a restabelecer seus níveis de força com o retreinamento rapidamente, e esse fenômeno comumente observado foi chamado de “memória muscular.” Até então não se tinha conhecimento de mecanismos de memória nas células musculares  e os efeitos do retreinamento geralmente eram atribuídos as adaptações (aprendizado) do sistema motor (sistema nervo central), que facilitava todo o processo de retreinamento. No entanto, em um estudo em idosos que havia treinado-força a força ainda era 9-14% maior, mesmo depois 2 anos de destreinamento. Em um outro estudo se observou que após 30-32 semanas destreinamento, um grupo de mulheres perderam uma parte considerável da força obtida por 20 semanas de treino, no entanto, recuperou a força após apenas 6 semanas de retreinamento. Isto sugere a possível presença de um mecanismo local de memória no músculo. Dessa forma, estudos atuais evidenciam que ocorre um aumento do número de núcleos celulares antes do processo de hipertrofia muscular. Tais núcleos são provenientes da migração, fusão e diferenciação das células satélites e este processo esta ligado ao aumento da massa muscular (hipertrofia) local e a pratica regular de treinamento resistido (musculação) potencializa todo esse processo. Além disso, já é sabido que o destreinamento (suspensão do treinamento regular,  imobilização,…) promove a redução da massa muscular (hipotrofia) mas não o número de núcleos celulares, favorecendo assim, o processo de hipertrofia muscular com o retreinamento. Tais acontecimento recebem o nome de memória muscular.

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Referência

Bruusgaard et al.Myonuclei acquired by overload exercise precede hypertrophy and are not lost on detrainingProc Natl Acad Sci U S A. 2010 Aug 24; 107(34): 15111–15116

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